This is the End

Segunda-feira, Março 27, 2006

(L'INNO DELLA GIORNATA MONDIALE DELLA GIOVENTU' 2000)

(L'INNO DELLA GIORNATA MONDIALE DELLA GIOVENTU' 2000)

Dall'orizzonte una grande luce
viaggia nella storia
e lungo gli anni ha vinto il buio
facendosi Memoria,
e illuminando la nostra vita
chiaro ci rivela
che non si vive
se non si cerca
la Verità...
... l'Emmanuel

1. Da mille strade arriviamo a Roma
sui passi della fede,
sentiamo l'eco della Parola
che risuona ancora
da queste mura, da questo cielo
per il mondo intero:
è vivo oggi,
è l'Uomo Vero
Cristo tra noi.

Ritornello:

Siamo qui
sotto la stessa luce
sotto la sua croce
cantando ad una voce.
E' l'Emmanuel
Emmanuel, Emmanuel.
E' L'Emmanuel, Emmanuel.

2. Dalla città di chi ha versato
il sangue per amore
ed ha cambiato il vecchio mondo
vogliamo ripartire.
Seguendo Cristo, insieme a Pietro,
rinasce in noi la fede,
Parola viva
che ci rinnova
e cresce in noi.

Ritornello...

3. Un grande dono che Dio ci ha fatto
è Cristo, il suo Figlio,
e l’umanità è rinnovata,
è in Lui salvata.
E' vero uomo, è vero Dio,
è il Pane della Vita,
che ad ogni uomo
ai suoi fratelli
ridonerà.

Ritornello...

4. La morte è uccisa, la vita ha vinto,
è Pasqua in tutto il mondo,
un vento soffia in ogni uomo
lo Spirito fecondo.
Che porta avanti nella storia
la Chiesa sua sposa,
sotto lo sguardo
di Maria,
comunità.

Ritornello...

5. Noi debitori del passato
di secoli di storia,
di vite date per amore,
di santi che han creduto,
di uomini che ad alta quota
insegnano a volare,
di chi la storia sa cambiare,
come Gesù.

Ritornello...

6. E' giunta un'era di primavera,
è tempo di cambiare.
E' oggi il giorno sempre nuovo
per ricominciare,
per dare svolte, parole nuove
e convertire il cuore,
per dire al mondo, ad ogni uomo:
Signore Gesù.

Ritornello...

(su di un tono)

E' l'Emmanuel, Dio con noi
Cristo tra noi.
Sotto la sua croce
E' l'Emmanuel, Emmanuel
Sotto la stessa croce
cantando ad una voce.

(su di un tono)

E' l'Emmanuel, Dio con noi
Cristo tra noi.
Sotto la sua croce
E' l'Emmanuel, Emmanuel
Sotto la stessa croce
cantando ad una voce.

This city which has poured out
its life-blood out of love
and has transformed the ancient world
will send us on our way,
by following Christ, together with Peter,
our faith is born again,
the living word
that makes us new
and grows in our hearts.

Ce don si grand que Dieu nous a fait
le Christ son Fils unique;
l’humanité renouvelée
par lui est sauvée.
Il est vrai homme, il est vrai Dieu,
il est le pain de vie
qui pour chaque homme
pour tous ses frères
se donne encore,
se donne encore.

Llegó una era de primavera
el tiempo de cambiar:
hoy es el día siempre nuevo
para recomenzar,
cambiar de ruta y con palabras nuevas
cambiar el corazón
para decir al mundo, a todo el mundo:
Cristo Jesús.
Y aquí
bajo la misma luz,
bajo su misma cruz,
cantamos a una voz.

R.

È l’Emmanuel, l’Emmanuel, l’Emmanuel...

Segunda-feira, Março 20, 2006

Salpicos azuis

Vejo-te na esquina de minha rua. Cai chuva. Caminho por debaixo das varandas e passo por ti. O tempo parou. Fixo meu olhar em teus olhos. Vagueio por ti ao encontro da magnólia que floresce num jardim virgem ao olhar humano. Percorro uma enorme planície cheia de lírios. Nenhum me serve. Inspiro o perfume polinizado que paira e se dispersa no ar. Caí. Volvo meu corpo para cima, ergo meus olhos para o infinito. Na imensidão encontro um pequeno cintilar distante. Encolho os meus olhos para ver melhor, e lá no fundo encontro-me reflectido num espelho de água. Sigo o doce aroma das macieiras. Levanto-me. Na brisas murmuras palavras de mel que me cobre o paladar e me deixa saciado. Encontrei. A mais humilde e singela flor do infinito jardim. Quero tocá-la. Agarrá-la. Mas... Continua a chover. Passo por ti e caminho para o incerto.

Domingo, Junho 05, 2005

Tuas palavras

Sento-me. Fecho os olhos. Começo a ouvir as tuas palavras. São leves como uma brisa que vagueia sem destino no firmamento. Procuro encontrar-te perto de mim, mas sempre que te vou tocar foges. Um só toque te peço, concede-me isso. Talvez seja melhor não te tocar. Tenho medo de te perder se o fizer. Não quero ficar preso à imensidão do oceano onde tenho morada. Não te quero abandonar. Retiro-me para um canto, onde fico sozinho, comigo só. Então, suavemente, ecoa na minha cabeça a tua palavra, que me leva para além do meu canto. Leva-me contigo, estou a voar. Percorro campos verdes, azuis, laranjas. Por fim chegamos. Eis-me de volta a mim mesmo. Descubri que o teu simples olhar é o toque que anseio, que me envia a percorrer todo o mar onde vivo.

Quarta-feira, Março 02, 2005

Assombramentos perspicazes

Cheguei...
Entro pela porta e encaro-te ali deitada. Ideias perversas atropelam-se na minha cabeça como oásis no deserto do Namibe. Vagueio entre vales tenebrosos e crisálidas de borboletas da Indonésia. Vejo em ti quem eu quero para mim, uma sombra de imutáveis seres que ocupam as minhas ideias. Mexes-te com uma singela delicadeza sem reparar na minha presença. Ah quantos assaltos tenho eu... Mas sim eu vou resistir. Acorda, acorda!!! Saiam de mim perversos sonhos e ideias. Desapareçam!!! Não, não é para ti. Perdoa-me. Sei que não sou quem sou, mas sim quem fui, quem serei. Ajuda-me preciso de ti. Não. Não chores por favor. Afasta-te daí. Dá-me a tua mão. Se o quiseres fazer, faremos juntos como sempre fizemos tudo. Volta para mim, não me abandones...
Lá foste tu pela porta fora. Agora sou outro, já não sou quem fui ou serei. Actualmente sou quem sou. Procuro por ti e só te encontro nos meus sonhos. Porque foste embora. Porque me deixas aqui só...

Quero agradecer a colaboração nesta rábula à pequena formiga que vivia comigo até ontem.
Um abraço e espero que leias este texto. Força nisso!

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Dia de amanhã

São exactamente 11:51 pm, acabei de aterrar em Kyoto. Saio do meu avião, ponho o pé numa manga do aeroporto. Ao longe avisto uma senhora muito sorridente. Ela sustenta uma placa com meu nome. Não está bem escrito mas não a posso culpar, somos diferentes. Apareço diante do seu olhar, e cumprimento-a usando algumas palavras que vim tentando entender ao longo da viagem, tinha um pequeno dicionário comigo. "Perdoe o meu japonês." disse-lhe. Ela ficou ali com o maior dos sorrisos aguardando pela minha morosidade nos serviços alfandegários.

São agora 12:43 pm, passei pela alfandega e ela continua aguardando por mim. Seu sorriso não desvaneceu. Como são belos seus olhos. Entramos os dois num carro alugado pela empresa que me convidara. O motorista levou-nos numa viagem até ao hotel. Durante 25 minutos ouvi suas palavras doces e o seu sorriso ficou-me gravado no coração.

Não tenho sono. Não consigo dormir. Quem será ela. Fiquei esperando pelas horas e dou por mim agora, ás 04:33 am, a cidade começa a respirar o fumo dos automóveis e autocarros. Começam a desligar-se os neons que publicitam as marcas internacionais. Vou sair do quarto. Será que ela aguarda por mim.

Saio do átrio do hotel. Quando alcanço o passeio da cidade algo me toca. Será que são suas mãos de cetim. Olho em redor e não vejo vivalma. Fecho os olhos. Abro-os novamente. Não a vejo. Entendo então que o que me tocara fora somente a poeira.

São agora 07:12 am, será que a verei hoje?

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Tu disseste

Desde o dia em que me disseste tais palavras, minha cabeça não para de as replicar vezes sem conta. Para mim não há mais que se possa querer do que saber que tais palavras eram para mim. Não sei porque mas ficaram cravadas no meu coração essas palavras cheias de emoção. "Dorme bem meu anjo", foi isto que me disseste meu anjo azul.

Para toda a minha existência recordarei tais palavras, como se guarda o azul que emerge pela janela e derrama sobre o meu copo de água.

Meu anjo azul...


Domingo, Janeiro 23, 2005

Carta para ti

Acendo um cigarro lentamente. Parece-me que os dias começam todos iguais, o sol raia, os pássaros cantam e eu envelheço a teu lado. Já não sou quem fui outrora, o meu corpo já não tem o vigor que tive em tempos. Tu não me reconheces pelas manhãs em que os pássaros não chilreiam no parapeito da nossa janela de quarto, e até mesmo quando eu fico sentado na cadeira da sala virada para a janela. Dizes-me que sou um estranho que passa por casa e dorme lá, já nem sequer me vês quando eu estou a olhar para o aquário de cor indigitada pelas lâmpadas cor fusca. Mais um dia pelo meu jornal diário e eu sentado aqui no meu sofá à espera que me venhas dizer um simples olá ou até mesmo um tudo bem. Já sou um velho que habita neste corpo cansado de viver e de olhar para os pardais que posam no meu parapeito, não sei diferenciar o que é música azul de música violeta. Tudo me parece o mesmo durante todos os dias. Anseio ter-te a meu lado como quando fomos os dois ver os pássaros em África, na nossa viagem pela ancestralidade do Homem, lá onde tencionamos ter um filho cujo seu futuro não passou de um simples desejo paternal. Sinto-me só por acordar todos os dias e ouvir as mesmas notícias no meu difusor de rádio, por ver sempre as mesmas cores no meu jornal. Estou só neste mundo onde tu me abandonaste e foste para Vall'alla, onde repousam os teus pais setentrionais. Como o brilho do teu cabelo me iluma os dias em que o sol se ousa a ficar por detrás de um conjunto de sonhos e pesadelos que percorrem as minhas veias obturando meu coração mas sem me levar para junto de ti.

Espero por te ver minha cara amiga que partiste sem mim,
com amor...